terça-feira, 16 de agosto de 2011






Atualizado em: 11h38min - 29/06/2008



Grafiteiros da região mudam o visual de uma escola de São José dos Campos

O sábado (28) foi de transformação em uma escola do Campo dos Alemães, em São José dos Campos. Artistas substituíram a pichação por grafites.

Rede VanguardaA escola Edgar de Mello estava danificada pelas pichações, até mesmo as salas de aula. E para transformar o ambiente degradado, a diretora Célia Duarte abriu as portas para o grafite. “A escola tem que ter a cara dos alunos, e a cara deles é isso, é a arte urbana, é o hip hop, esse é o mundo deles, e nós estamos neste mundo”, explica a diretora.

Mais de 80 grafiteiros de São José dos Campos, São Paulo e de outros estados aceitaram o convite para encher as paredes de cor. A idéia foi de Fred CVC, um dos orgnizadores do evento: “Hoje a gente está contando aqui não só com o encontro estadual, mas nacional. Tem gente muito forte aí na área... vai sair muita coisa boa aqui na escola”.

Rede VanguardaEntre os convidados estava Graphis, um artista da capital que já se apresentou no exterior e ganhou prêmios pelo trabalho que é feito a partir de fotos e cartuns. “A gente tem a oportunidade de mostrar para as crianças que há um caminho através da arte. Dá pra se vencer, se conquistar um outro status (fora do apresentado pelo crime)".

Fernando Luiz veio de Bragança Paulista. “O evento é importante porque reúne vários grafiteiros, de várias localidades, e mostra para a comunidade que a nossa arte tem um devido valor. Porque quando ela está na rua o pessoal não valoriza, mas dentro de uma instituição, principalmente nas escolas, é muito importante".

Rede VanguardaA maioria dos grafiteiros começou como pichadores. A mudança para eles aconteceu quando perceberam que a mensagem que querem passar tem efeito maior quando vem em forma de arte.

Weini Almeida, de Jacareí, já pichou muitos muros. Mas decidiu aproveitar a habilidade para o desenho. Hoje, o grafite é fonte de renda para ele.

“Eu acho que eu sou um sortudo, que trabalhei bastante... Acho que sou um dos poucos do Vale do Paraíba que consegue se manter de grafite cultural, não só do comercial”.

Durante o encontro, a escola também recebeu grupos de dança e de rap. Todo o alimento arrecadado na entrada do evento será doado para entidades sociais da cidade.

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